segunda-feira, 28 de setembro de 2009

REVÉS DIPLOMÁTICO

Por Márcio Coimbra



DiegoCasagrande.com.br





Nossa diplomacia, outrora admirada e eficaz, e desde a ascensão deLula ao Planalto, administrada sob um viés excusivamente ideológico,levou nosso país a um lamentável posicionamento na eleição à Direção-Geral da Unesco. O resultado não poderia ser pior. Derrotado e isolado, como em outras instâncias internacionais, pouco a pouco nos parecemos mais com aqueles com os quais temos nos alinhado.



Infelizmente o caso Unesco não é uma exceção, mas a regra. Assim como em outros episódios, o Itamaraty preteriu brasileiros para se alinhar com aqueles governados por regimes de exceção ou pseudo-democracias.



No caso Unesco, preferiu apoiar o candidato egípcio, Farouk Hosni,sabe-se lá com que pretexto, que defendeu nada menos que a queima de livros de Israel das bibliotecas do Egito. Ele concorria, vale lembrar, à Direção-Geral da agência da ONU para Educação e Cultura.



Felizmente Farouk Hosni foi derrotado e infelizmente, por apoiá-lo, oBrasil sai com uma péssima imagem desta eleição, pior do que aquela que possuía. Uma derrota para a postura ideológica reinante no Itamaraty, mas sobretudo com reflexos amplamente negativos para afigura do País no exterior.



Para o mundo, a eleição da embaixadora da Bulgária na França, IrinaBokova, ao invés de Farouk Hosni, é um alívio, já que EUA e Japão,cortariam verbas da Unesco caso ele fosse eleito, como lembrou o brasileiro Márcio Barbosa, vice-diretor-geral da entidade, que emendou: "O Brasil se sai muito mal porque se alia a países que praticam uma política que não imaginamos como uma democracia".


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