quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

120 dias sob invasão do MST

Pequeno agricultor 'celebra' 120 dias sob invasão do MST

Por José Maria Tomazela

Veja.com

O produtor rural Antonio Aversa Neto, de 46 anos, prepara uma manifestação singela para "comemorar" os 120 dias de invasão de seu sítio em Pederneiras, a 340 km de São Paulo. Com a ajuda de outros sitiantes, ele vai estender uma faixa na frente do Fórum federal de Bauru pedindo justiça.

A área de apenas 31 hectares, considerada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária uma "pequena propriedade produtiva", está invadida desde o dia 6 de agosto por integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e da Federação dos Agricultores Familiares (Feagri).

O sítio fica encravado no antigo horto florestal de Pederneiras, desapropriado pelo Incra e transformado no Assentamento Aimorés. "Não tinha terra para todos os sem-terra no horto e eles invadiram meu sítio", disse Aversa Neto. Ele foi obrigado a retirar o gado que engordava no pasto e dispensar empregados, mantendo apenas a família do caseiro na área.

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Correa quer extinguir a liberdade de imprensa no Equador

Correa quer lei para regulamentar mídia no Equador

Por Alexandra Valencia

Estadão Online

REUTERS

O presidente do Equador, Rafael Correa, manifestou na terça-feira apoio a um projeto de reforma da mídia que foi recebido com indignação por jornalistas, que acusam o governo de tentar restringir a liberdade de expressão.

O projeto de parlamentares governistas institui uma comissão, controlada pelo governo, com poderes para punir jornalistas que violem regras previstas no projeto de lei.


"É preciso regulamentar e controlar a mídia," disse Correa a jornalistas. "Liberdade sem responsabilidade é libertinagem."

Correa faz críticas frequentes à imprensa, acusando-a de se aliar a grupos empresariais contrários às suas reformas socialistas.

Outros governos de esquerda da América do Sul, com os de Venezuela e Argentina, também adotaram medidas de controle da mídia.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A decadência da diplomacia brasileira


Por Armando Valladares


Em meus artigos anteriores analisei a política do presidente do Brasil, comparando-o a Kerensky porque, do mesmo modo que este último, Lula da Silva foi o mais laborioso colaborador tentando aplanar o caminho para que os comunistas se apoderem dos povos e os escravizem, como vinha pretendendo (inutilmente) com Honduras.

Porém, nesta ocasião se equivocou; suas manobras se espatifaram contra a decisão de um povo valente e decidido, que Lula conspirou para escravizar, e que por defender a liberdade e a democracia não titubeou um só instante em enfrentar o mundo antes que submeter-se ao socialismo do século XXI.

Da mesma forma que Lula da Silva se lançou a fundo, tirando a máscara de moderado e respeitoso das leis, me sinto no dever e na obrigação de denunciar energicamente, de maneira se se quer menos diplomática, sua real natureza. O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava às guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas a meus compatriotas sob a tirania castrista. Há alguns anos, escrevi um artigo assinalando de maneira irrefutável sua cumplicidade com todos os inimigos da liberdade, com os terroristas e narco-traficantes guerrilheiros colombianos, salvadorenhos, etc. e aqueles planos totalitários do Foro de São Paulo.

Minha denúncia rigorosamente histórica e documentada com nomes, datas e locais, foi mencionada ao então candidato à presidência, Lula da Silva, pelo prestigioso jornalista brasileiro Boris Casoy em seu programa de televisão. Sem argumento, decomposto e iracundo, sua resposta foi chamar-me "picareta de Miami" em 8 de outubro de 2002.

A "moderação obrigada" do presidente brasileiro em seus anos de mandato foi determinada, não por uma mudança em seus sentimentos socialistas, mas pela fortaleza das instituições e do povo brasileiro que não lhe teriam permitido nunca transformar o país em um Estado marxista ao estilo de Cuba ou Venezuela. Com as mãos atadas e não podendo fazê-lo, não se atrevendo nem sequer a tentar, teve de contentar-se em apoiar, em se solidarizar com todos os depredadores de seus povos e, nostálgico de seu sonho frustrado de levar o Brasil ao socialismo chavista do século XXI, fez todo o possível, contribuiu com todas as forças de seus verdadeiros "ideais" empurrando outros países do continente ao modelo social que ele não pôde implantar em seu próprio país.

Daí seu resoluto apoio ao deposto presidente hondurenho Zelaya, um apoio quase doentio que levou o país que representa a violar todos os acordos diplomáticos internacionais. A atuação no caso de Honduras levou a outrora prestigiosa e respeitável diplomacia brasileira ao nível mais baixo, questionável e vergonhoso de sua história, que já muitos analistas qualificam como o Vietnã diplomático do Brasil.

Um editorial do Diario las Américas de 28 de setembro assinala que "o Brasil está violando abertamente em Honduras a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas que foi subscrita em 16 de abril de 1961, e que entrou em vigor depois das ratificações constitucionais correspondentes em 24 de abril de 1961.

A violação consiste em dar refúgio arbitrário na sede de sua missão diplomática em Tegucigalpa ao derrocado presidente Manuel Zelaya, especialmente por estar desde os balcões e sacadas do prédio, com microfone na mão, alentando os que queimaram automóveis e saquearam lojas na capital hondurenha".

Outro artigo da Convenção de Genebra, violado pelo governo do Brasil, o Parágrafo 3º do Artigo 41 da mencionada Convenção de Viena, deixa estabelecido claramente que o que o governo brasileiro está permitindo a Zelaya, desde sua sede diplomática chamando aos enfrentamentos, à violência, à desordem e ao terrorismo é ilegal e uma ingerência, e grosseira intromissão nos assuntos internos de Honduras.

Lula da Silva com sua atuação não está só violando a Convenção de Viena. O prestigioso jurista, diplomata de carreira e coordenador de Pro Justicia, Mauricio Velasco, em uma análise da atual situação na embaixada brasileira publicado no El Heraldo de Honduras, em 24 de setembro, assinala que: "A carta constitutiva da OEA proíbe um hóspede ou exilado em uma sede diplomática a dar declarações políticas a meios de comunicação".

Em 2005, - assinala o advogado Mauricio Velasco - "o deposto presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, pediu asilo político na embaixada do Brasil em Quito, (...) lhe foi concedido pelo governo brasileiro sempre e quando não houvesse manifestações de caráter político por parte do senhor Lucio Gutiérrez".

A Organização dos Estados Americanos, OEA, devia se pronunciar sobre estas violações porém não o fará, pois Insulza e o desprestigiado organismo que preside são marionetes de Chávez e dos países da ALBA, cúmplices nesta conspiração contra o heróico povo hondurenho e seus líderes que rechaçam o socialismo (comunismo) do século XXI.

Por que a diplomacia brasileira não atuou com Zelaya como o fez com o deposto presidente Lucio Gutiérrez? Para vergonha dos brasileiros, quem organizou, manejou e decidiu que Zelaya iria para a embaixada do Brasil foi Hugo Chávez, um estrangeiro ditando a política exterior desse país, com o beneplácito do presidente Lula da Silva. Que vergonha! O Senado brasileiro deveria investigar a fundo esses eventos.

Prepotente e desrespeitoso, o presidente brasileiro, em resposta a decisão soberana do governo constitucional de Honduras meses atrás, quando este lhe deu um prazo de 10 dias para definir o status de Zelaya, respondeu que ele ficaria ali até quando a ONU e a OEA quisessem, se esquecendo de que quem mandava em Honduras, por designação constitucional, era o Presidente Micheletti. Lula da Silva diz que não aceitará o resultado das eleições de 29 de novembro em Honduras, porém aceitou o resultado fraudulento do Irã, da Nicarágua, etc.

Quando toda a comunidade internacional está em brasas pelo perigo de uma guerra atômica desencadeada pelo louco do Irã, Lula da Silva declara que falou com Mahmoud Ahmadinejad e que este lhe garantiu que os reatores atômicos eram com fins pacíficos, e que ele, Lula, não tinha porque duvidar disto; e como uma afronta a mais aos brasileiros amantes da liberdade e aos povos civilizados do mundo, convida este terrorista para visitar o país.

Se em Honduras houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência de Lula da Silva ao permitir, em violação a todas as Leis e convenções internacionais, que o deposto presidente Zelaya continue usando a embaixada do Brasil para seus propósitos políticos e de desestabilização do país.

Armando Valladares, ex-preso político cubano, foi embaixador dos Estados Unidos na Comissão dos Direitos Humanos da ONU. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o prestigioso prêmio internacional de jornalismo ISCHIA 2009. Pintor, escritor, autor do Best Seller mundial "Contra toda a Esperança".

Fonte: Diario las Américas

Tradução: Graça Salgueiro

EUA reconhecem o novo presidente hondurenho

EUA reconhecem vitória de Porfirio Lobo nas eleições de Honduras

G1

O governo dos Estados Unidos reconheceu nesta segunda-feira (30) a "ampla vitória" de Porfirio Lobo, candidato do conservador Partido Nacional, nas eleições deste domingo em Honduras que, na opinião do Departamento de Estado americano, cumpriram com os padrões internacionais.

"Os Estados Unidos tomaram nota das eleições, vemos que (Lobo) as ganhou, e o parabenizamos. Ele será o próximo presidente de Honduras", disse o secretário de Estado adjunto dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, em entrevista coletiva no Departamento de Estado.

Com isso, Washington dá seu respaldo oficial ao resultado das eleições hondurenhas deste domingo, nas quais o opositor Lobo alcançou 52,34% dos votos, com 66,31% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de Honduras.

"Reconhecemos que há um resultado em Honduras nestas eleições. Isso está bastante claro. Reconhecemos estes resultados e felicitamos Lobo por tê-las vencido", ressaltou Valenzuela. O Secretário de Estado adjunto também elogiou os hondurenhos por um pleito que, segundo ele, foi justo e transparente e, com isso, cumpriu os padrões internacionais.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem é o ‘Filho do Brasil’

Escrito por Diogo Mainardi

Endireitar.com.br

Quem já assistiu a um cinejornal do "Istituto Luce" sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o "filho de Dona Lindu" macaqueia o "filho do ferreiro de Predappio" – só que num cenário mais indigente e embolorado.

Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de "estado empreendedor", o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter "restringido as desigualdades sociais". Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os "anos do consenso" de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?

Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, "o Filho do Brasil", é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: "O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica". A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.

Luiz Carlos Barreto, homenageado no Senado por Roseana Sarney, que o chamou de "grandalhão dócil e amável do cinema brasileiro", agora planeja filmar o romance Saraminda, de José Sarney. É dessa maneira que Lula passará para a história: como uma mera anuidade no intervalo entre o José Sarney de 1966 e o José Sarney de 2010.


(*) Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/na-revista/quem-e-o-filho-do-brasil/

Vitória de Honduras

A vitória é de Honduras

Agências Internacionais

D.comércio.com.br

Apesar do clima militarizado nas ruas das principais cidades de Honduras, a eleição presidencial registrou menos incidentes do que era esperado por conta da crise política que divide o país há cinco meses. Curiosamente, o resultado mais esperado não é o vencedor da eleição, e sim o grau de comparecimento às urnas, que legitimará o pleito realizado pelo governo interino. De acordo com dados do Tribunal Supremo Eleitoral hondurenho, a votação foi um sucesso: a abstenção foi de 35%, número considerado baixo num país que, apesar de considerar o voto obrigatório, não pune os eleitores que se ausentarem do pleito.

Há dúvidas sobre se o mundo irá reconhecer a eleição porque ela foi organizada pelo governo interino e poderia por fim a qualquer esperança do presidente deposto, Manuel Zelaya, de voltar ao cargo. Antes mesmo de saber o resultado do pleito em Tegucigalpa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Estoril, Portugal, que o Brasil não reconhecerá o mandatário eleito. Para ele, trata-se de "firmar convicção" contra um processo eleitoral "coordenado por golpistas".

Lula argumentou que o processo eleitoral foi coordenado por um governo golpista, e que esta situação não é admissível. "É um sinal muito perigoso, muito delicado, porque ainda existem muitos países, na América Central sobretudo, com vulnerabilidade política."

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domingo, 29 de novembro de 2009

Derrota do bolivarianismo - Eleições em Honduras

Atenções em Honduras se voltam para comparecimento às urnas

D.comércio.com.br

Agência Estado/BBC Brasil

Há dois dias das eleições gerais, NESTE DOMINGO, 29, as atenções em Honduras estão voltadas para o comparecimento às urnas. Com a campanha eleitoral encerrada, a maior parte dos meios de comunicação hondurenhos, pró-governo interino, estimulam a população a comparecer às urnas.

Já a oposição prega, desde o fracasso das negociações para a restituição de Zelaya, o boicote do pleito. O principal jornal oposicionista, El Libertador, traz nesta sexta-feira a manchete No Votar! (não votem) na capa e argumenta a favor da abstenção em praticamente todas as suas 63 páginas.

O chefe da resistência contra o governo interino, Carlos Reyes, anunciou nesta sexta-feira, 27, a convocação de uma marcha para o dia das eleições, reunindo centrais sindicais, estudantes, organizações indígenas, de camponeses e políticos progressistas, todos contrários a realização da votação.

Analistas acreditam que um grande comparecimento, pelo menos maior do que os 55% registrados nas eleições de 2005, é fundamental para a legitimação do processo eleitoral e seu reconhecimento internacional.

Diversos países, entre eles o Brasil, dizem que não reconhecerão o resultado do pleito, com o argumento de que isso seria "legitimar o golpe" que tirou Manuel Zelaya do poder há seis meses.

Os Estados Unidos, entretanto, afirmaram que vão reconhecer o resultado das eleições.

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