quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Chávez faz doer no bolso

Dcomércio.com.br

O governo venezuelano, que declarou na segunda-feira estado de emergência elétrica, lançou um plano de economia de eletricidade que contempla desde sanções até incentivos nas contas, tanto para clientes residenciais como comerciais e industriais.

O presidente Hugo Chávez anunciou uma redução de até 50% da conta de residências que diminuam a demanda em 20%, e uma cobrança extra de até 200% para quem superar essa mesma porcentagem.

"Se você baixar o consumo entre 10 e 20%, receberá um desconto de 25%. Se a redução chegar a 20% ou mais, o desconto é de 50%", explicou Chávez, segundo um comunicado da Presidência.

Para os setores comercial e industrial, o mandatário anunciou que a redução do consumo deve ser de 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O estado de emergência vai se estender por 60 dias e poderá ser prorrogado.

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Sete anos após o ataque das FARC ao clube El Nogal

Por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido

Mídia Sem Máscara

Às 8:15 da noite do dia 7 de fevereiro de 2003, uma célula terrorista da frente Teófilo Forero das FARC detonou no clube El Nogal de Bogotá um carro-bomba, carregado com mais de 200 kilos de explosivos.

No criminoso ataque perderam a vida 36 pessoas e mais de 200 ficaram gravemente feridas. O atentado contra pessoas civis inermes foi planejado por todos os cabeças do Secretariado das FARC, com o macabro propósito de "golpear a burguesia onde mais lhe dói", devido a que "os ricos que vão a esse clube são os que financiam o exército burguês que combate contra nossas forças revolucionárias", assinalou Tirofijo em uma mensagem aos demais cabeças.

Entretanto, por ligeireza do então ministro do Interior, Fernando Londoño, que lançou a hipótese da presumível participação de outros cartéis do narcotráfico distintos ao das FARC, os terroristas aproveitaram a conjuntura para negar com total cinismo e absoluto descaramento, que eles tiveram algo a ver com o fato.

As investigações posteriores demonstraram que os membros de uma família de sobrenome Arellán, proveniente do Tolima e da antiga zona de distensão, foram os encarregados de levar a cabo o sinistro plano e que, inclusive, James "Patamala" ordenou a um de seus sequazes que ativasse o explosivo mediante a chamada de um telefone celular, tendo a certeza de que um dos Arellán, encarregado de entrar com o veículo Megane no estacionamento do clube, ainda estava dentro do carro. A razão: o terrorista morto havia sido "muito indisciplinado nos gastos dos recursos da organização".

Tudo se esclareceu para as autoridades colombianas com a apreensão dos computadores de Raúl Reyes. Em um dos documentos apreendidos, há provas de que um delinqüente identificado com o cognome de "Toledo" e que, segundo as análises, se trataria do jornalista Carlos Lozano, diretor do Semanário Voz, órgão de difusão oficial do Partido Comunista (e por extensão, das FARC), escreveu um e-mail eufórico dirigido a Raúl Reyes:

- O comunicado do [ocorrido no] El Nogal é bom. Abriu às contradições. Agora toma força a hipótese de que foi o cartel do Norte del Valle. No nível internacional resta força à campanha de Uribe Vélez com o terrorismo.

Seis dias depois, Raúl Reyes expressou por escrito aos demais membros do Secretariado sua satisfação pelo atentado. Com esta comunicação, não restou nenhuma dúvida acerca da autoria do crime por parte das FARC.

- Camaradas do Secretariado. Vai minha saudação comunista. Adiciono análise [de] nota recebida de Lozano. Acho acertada nossa análise quanto ao evidente desespero de Uribe e da cúpula militar pela ausência de resultados e das crescentes pressões...

- Considero pertinente de nossa parte estudar a conveniência política de negar responsabilidade na formidável ação sobre o El Nogal, para criar ao Estado, ao governo e aos gringos maiores contradições internas, aproveitando que os serviços de inteligência não foram capazes de deter ninguém, nem possuem outras provas contra as FARC.

Um grupo de cidadãos afetados pelo narco-terrorismo comunista convocou para o dia 7 de fevereiro de 2010 uma concentração pacífica, para recordar à Colômbia e ao mundo que as FARC massacraram 36 colombianos no clube El Nogal, da mesma forma que o fazem diariamente em diferentes pontos da geografia nacional.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Só Orando! Crise energética na Venezuela

Estatal venezuelana convoca orações pelo fim da crise energética

Folha Online

da Reuters

O racionamento fracassou. As chuvas ainda não vieram. Então, os funcionários do setor elétrico venezuelanos estão buscando ajuda divina para solucionar a crise energética do país. A estatal Edelca convocou os seus funcionários para uma hora de orações, nesta sexta-feira --o "Clamor a Deus pelo Setor Elétrico Nacional".

"Nós apoiamos estas convocações com a nossa presença, unidos no nosso compromisso de erguer nossa grande companhia", disse o presidente da Edelca, Igor Gavidia León, em nota aos funcionários, sob uma citação bíblica dizendo que Deus ouve as preces dos humildes.

A Edelca, subsidiária da estatal energética Corpoelec, administra a enorme hidrelétrica de Guri, que já chegou a gerar quase metade da eletricidade venezuelana, mas há meses sofre com a baixa do seu reservatório.

A Venezuela tem tido apagões desde 2009, o que o presidente Hugo Chávez atribuiu à seca e à alta na demanda, após cinco meses de crescimento. A oposição diz que o problema foi de falta de investimentos públicos nos 11 anos do atual governo.

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As ondas de choque do colapso do socialismo

Por Pedro Albuquerque

OrdemLivre.Org


O governo socialista venezuelano anunciou de forma delirante há algumas semanas que os EUA teriam desenvolvido uma arma secreta capaz de destruir países inteiros por meio do uso de ondas de choque sísmicas. De acordo com artigo disponível num site do governo a arma teria sido testada com sucesso contra o Haiti, causando o terremoto que se abateu recentemente sobre o país.

Em sua obsessão com ondas de choque imaginárias, o governo venezuelano ignora ondas de choque reais, como as que foram causadas pelo colapso do socialismo no resto do mundo. O economista John Kay, num artigo publicado recentemente no Financial Times, desenvolve uma intrigante tese: a de que o colapso do socialismo teria dado início a um processo de transformações históricas cujos efeitos somente agora, quase vinte anos após a queda do muro de Berlim, são mais claramente reconhecidos.

De acordo com Kay, o desastre socialista teria tido efeitos significativos sobre a forma de pensar da maior parte da população dos países avançados, afetando os quadros de referência ideológicos e consequentemente a política partidária nestes países. Os efeitos mais interessantes destas ondas de choque teriam ocorrido nos EUA e na União Europeia. Por exemplo, para permanecer no poder o Partido Trabalhista inglês teve que reciclar seu discurso e aceitar o capitalismo e os mercados como elementos necessários para o crescimento econômico. Os partidos comunistas, uma vez muito fortes na Europa continental, tornaram-se praticamente irrelevantes. E até mesmo os partidos socialistas encontram-se continuamente em dificuldades, frequentemente sujeitos à escolha entre a negação de seus princípios doutrinários ou a irrelevância política.

Kay argumenta que as mudanças no pensamento político europeu estão entre os principais fatores responsáveis pelo fortalecimento da União Europeia. Ele sugere que a desideologização do discurso político europeu teria tornado irrelevante a antiga disputa entre socialistas e seus opositores, abrindo espaço na Europa para uma salutar competição política baseada na meritocracia e em questões práticas de cunho regional. Ou seja, o colapso do socialismo teria removido os obstáculos ao diálogo construtivo na política europeia.

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Grupos de oposição e Direitos Humanos condenam a falta de democracia na Venezuela


Venezuelanos nos EUA pedem reação americana a Chávez

Estadão Online


Três organizações venezuelanas de Miami solicitaram a vários congressistas dos EUA nesta quarta-feira, 3, que condenem os "atropelos" contra a liberdade de expressão e o contra o movimento estudantil na Venezuela, segundo informa o diário venezuelano El Universal.

Os grupos de oposição Independent Venezuelan-American Citizens (IVAC) e Todos por Venezuela, e o de direitos humanos Venezuela Awareness, solicitaram à embaixadora dos EUA na Organização dos Estados Americanos, Carmen Lomellin, que estude a aplicação da Carta Democrática à Venezuela, já que afirmam que a democracia foi violada de "forma reiterativa".

"O espírito que deve conter a democracia de um país como bem descreve esse documento, a Venezuela não o respeita nem o pratica", disseram as organizações em um comunicado conjunto direcionado ao senador George Lemieux e aos deputados Ileana Ros-Lehtinen, Mario Díaz-Balart, Lincoln Díaz-Balart e Connie Mack..

As entidades expressaram sua preocupação pela "repressão desatada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como resposta aos protestos pacíficos realizados pelo povo venezuelano e pelo movimento estudantil motivados pelo fechamento do canal RCTV Internacional, ocorrido no dia 23 de janeiro". A suspensão do canal, acrescentam, é "uma grave violação da liberdade de expressão assim como tantos outros abusos contra a Constituição".

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MINHA CASA, SUA VIDA

Por Rodrigo Constantino

OpiniãoLivre.com.br

“O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo.” (Bastiat)

Nada mais natural que o sonho da casa própria. Todos gostam da idéia de ter um teto seu. Governos populistas exploram esta demanda, estimulando o crédito imobiliário ou mesmo a construção direta de casas populares. Trata-se de um “altruísmo” com o esforço alheio, já que o governo não passa de um instrumento que tira à força de José para dar a João. Quando as pessoas falam de “direito à moradia”, esquecem que casas não caem do céu; logo, o direito de João ter sua casa representa necessariamente o dever de José construí-la. Para Robinson Crusoé ter “direito” a uma casa, Sexta-Feira deve ser obrigado a fazê-la. Eufemismos à parte, isso tem um nome: escravidão.

Por que seria justo alguém ser forçado a trabalhar para que outro possa ter uma casa própria? Aliás, por que todos devem ter uma casa própria? A decisão de comprar uma casa, com crédito ou não, deve ser individual, de acordo com as possibilidades do orçamento. Muitas vezes não fará sentido comprar uma casa, sendo melhor viver de aluguel. Quando o governo intervém e estimula artificialmente a construção de casas e o crédito imobiliário, ele está praticando uma injustiça com os pagadores de impostos, além de incentivar a formação de distorções no mercado que podem eventualmente formar uma bolha.

O caso recente americano ilustra isso de forma clara, já que as impressões digitais do governo estavam em todas as cenas do crime. O governo foi o primeiro a estimular atos irresponsáveis que inflaram a bolha imobiliária, agradando os mais humildes num primeiro momento, mas causando grande estrago depois. O patamar de alavancagem das semi-estatais Fannie Mae e Freddie Mac virou uma bomba-relógio, um acidente pronto para acontecer. Empréstimos imobiliários foram concedidos para famílias sem emprego e sem renda, contando apenas com a constante elevação dos preços das casas. A “justiça social” custou caro ao pagador de impostos.

A simbiose entre governo e construtoras é extremamente perigosa. O governo populista usa impostos para fazer casas populares em busca de votos. As construtoras celebram o cliente gigantesco, e não muito preocupado com os custos e a qualidade, já que utiliza o dinheiro da “viúva”. Mas quem paga a conta superfaturada? Ora, a classe média, como sempre! O trabalhador liberal que não consegue fugir dos impostos e não tem como bancar um lobby poderoso em Brasília. O assalariado que é obrigado a descontar na folha de pagamento os pesados impostos todo mês. Enfim, aqueles eufemisticamente chamados de “contribuintes”, que são sempre convidados, sob a mira de uma arma, a arcar com a conta do populismo.

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Família Kirchner não será mais investigado pelas suspeitas de enriquecimento ilícito

Justiça encerra processo sobre enriquecimento dos Kirchner

Por Ariel Palacios

Estadão Online


A presidente Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), não serão mais investigados pelas suspeitas de enriquecimento ilícito. A Vara Federal portenha anunciou o encerramento do processo que investigava o aumento da fortuna do casal presidencial, que entre 2003 - ano em que Néstor Kirchner tomou posse - e 2008 aumentou em 497%. Só no primeiro ano de governo da presidente Cristina (2008), o aumento foi de 158%. A expansão patrimonial do casal, cujos bens - basicamente imóveis na província de Santa Cruz e na cidade de Buenos Aires - chegam a US$ 11,6 milhões, chamou a atenção dos partidos da oposição, da opinião pública e dos analistas políticos.

A Vara Federal confirmou a decisão, tomada dias atrás, pelo juiz federal Norberto Oyarbide, que havia declarado que o casal Kirchner não tinha motivos para ser processado, pois o enriquecimento de ambos "não apresentava irregularidades". O ex-presidente Kirchner, ao saber da suspensão das investigações sobre suposto enriquecimento ilícito, ressaltou que seu aumento de patrimônio está "justificado".

Promotor

O promotor federal Eduardo Taiano não apelou da decisão de Oyarbide. A omissão do promotor foi encarada como uma atitude suspeita pelos líderes da oposição. A União Cívica Radical (UCR), o principal partido da oposição, anunciou que pedirá o julgamento político de Taiano. A decisão do juiz Oyarbide também não foi questionada pelo diretor da Promotoria de Investigações Administrativas (Fia), órgão que, teoricamente, deveria investigar os atos de corrupção ocorridos dentro do Estado argentino.

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